Catalina Pestana, ex-provedora da Casa Pia, afirma que não ficou «escandalizada» com a decisão do tribunal que condenou o Estado a indemnizar Paulo Pedroso. «Se um magistrado judicial teve dúvidas e disse ¿em dúvida pró-réu¿ ¿ quando as mesmas vítimas o relatavam na casa de Elvas com os outros nos mesmos dias ¿ então acho que o Estado de direito que mantém qualquer cidadão preso e depois vem declarar que ele não era culpado, terá de manter a face e assumir as consequências disso mesmo».

«É preciso que sigamos o processo», diz Catalina Pestana, «Alguém disse que o dr. Paulo Pedroso não era pronunciável, mas ninguém disse, nem esta juíza que lhe dá uma indemnização, que ele era inocente. Não, o senhor fulano não foi condenado, mas nenhum juiz disse que ele era inocente».