Católicos «pró-vida» não querem aulas de educação sexual, obrigatórias, nas escolas portuguesas, disse à Lusa, o porta-voz do movimento Portugal Pró-Vida.

«A obrigatoriedade dos alunos frequentarem as aulas de educação sexual é anti-democrática e muito perigosa para a sociedade portuguesa», referiu Luís Botelho Ribeiro, presidente do movimento Portugal Pró-Vida (PPV).

A I Convenção Portugal Pró-Vida iniciou-se, esta manhã, em Guimarães, com o tema «Valorizando a vida, superamos a crise».

Contra o aborto, o movimento assume uma nova «luta» contra a existência de aulas de educação sexual nas escolas e contra a obrigatoriedade da sua frequência.

«Enquanto pais, o Estado está-nos a tirar o direito de decidir sobre a educação que queremos dar aos nossos filhos e isso é claramente anti-constitucional», salientou o presidente do PPV.

«As ideias e os ensinamentos que vão ser transmitidos aos estudantes vão fazer com que, daqui a poucos anos, tenhamos uma geração de portugueses para quem nada é proibido nem moral, nem eticamente», frisou Luís Botelho Ribeiro.

As conclusões da convenção, que termina esta tarde com uma missa, serão entregues à Conferência Episcopal Portuguesa.

«Nos manuais de educação sexual que já tivemos oportunidade de ver só se fala de sexo. Não há uma única referência ao amor, ao casamento e aos filhos», referiu a mesma fonte.

Detentor de um «projecto político» que tem a família como base do Estado e da sociedade, o movimento Portugal Pró-Vida é a mesma organização que, no dia 25 de cada mês, faz vigílias contra o aborto em frente a alguns hospitais e clínicas privadas.