A economia espanhola cresceu 0,4% no primeiro trimestre do ano face aos três meses anteriores, e duas décimas acima do crescimento registado no final de 2013, confirmou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE) espanhol.

Dados da Contabilidade Nacional Trimestral confirmam o valor de crescimento do PIB que tinha sido avançado na semana passada pelo Banco de Espanha, melhorando ligeiramente, de 0,5 para 0,6% o crescimento em termos anuais.

Os dados confirmam a primeira taxa positiva em termos anuais depois de mais de 10 trimestres consecutivos em negativo, revertendo a contração de 0,2% registada nos primeiros três meses de 2013.

Depois do aumento trimestral do PIB entre janeiro a março a economia espanhola acumula três trimestres consecutivos de crescimento.

O valor confirma as estimativas avançadas a 24 de abril pelo Banco de Espanha de que a economia espanhola tinha crescido 0,4% no primeiro trimestre do ano, o que representa uma aceleração de duas décimas face ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do último trimestre de 2013.

No seu último Boletim Económico, referente a abril, o Banco de Espanha confirma que, em termos anuais, a economia cresceu 0,5%, depois de nove trimestres consecutivos de taxas homólogas negativas.

Na sua análise, o Banco de Espanha destaca o ligeiro aumento inter-trimestral de 0,2% na procura interna, com mais aumento tanto do consumo privado como do investimento empresarial.

Dados, explica o boletim, que são «coerentes com as previsões macroeconómicas» para os próximos dois anos, em que o Banco de Espanha prevê crescimentos da economia de 1,2% e de 1,7%.

Na semana passada o ministro da Economia espanhol, Luis de Guindos afirmou que a economia de Espanha crescerá, em média, 1,5% este ano e em 2015, com sinais de que a recuperação do primeiro trimestre vai continuar.

Apesar do crescimento ser atualmente «claramente insuficiente» devido ao nível de desemprego, o aumento do PIB é «muito superior» ao dos últimos seis anos de crise, disse.

Escusando-se a dar dados parciais para o crescimento em cada um dos próximos dois anos - o Governo prevê um crescimento de 1% este ano - De Guindos disse que a média será de 1,5% o que demonstra um «comportamento significativamente diferente» da economia.