As eléctricas espanholas consideram necessário procurar superar as oposições «públicas e políticas» à energia nuclear, para que essa opção possa constar entre as alternativas energéticas, quer para novos investimentos quer para alargar a vida útil das centrais existentes.

A posição é reflectida num texto sobre a situação actual do sector energético espanhol em que Pedro Rivero, o presidente da patronal do sector (UNESA), analisa o papel das diferentes fontes de energia.

No texto, Rivero sustenta que a procura de um «mix» de energia primária mais «equilibrado» não pode ignorar o desenvolvimento da energia nuclear como «uma opção autóctone», escreve a Lusa.

Para Rivero, as energias renováveis estão a registar um desenvolvimento muito importante, porque o quadro legislativo e os objectivos de política energética o permitem, algo que não ocorre na energia nuclear.

Como tal, sustenta, é vital que o tema volte ao debate público, já que a actual e elevada dependência de Espanha nas importações de energia primária tornam o país «muito vulnerável» quando à segurança de abastecimento e preços.

Isso obriga a reforçar a diversificação das origens e das rotas de abastecimento, intensificar a diplomacia energética com países produtores e de trânsito, ampliar as interligações de gás e electricidade com França e continuar a desenvolver energias e recursos como o carvão e a nuclear.

Rivero sustenta que a energia nuclear contribui «de forma muito clara» para melhorar a sustentabilidade, competitividade e segurança energéticas.

As perspectivas da UNESA sugerem que para 2030 o parque de geração de electricidade espanhol deveria incluir 2.600 megawats novos de energia nuclear, o que equivale a duas ou três centrais.