O ministro do Ambiente disse esta quarta-feira que a reestruturação do Grupo Águas de Portugal prevê uma redução, até ao final de 2015, de 55% dos lugares de chefia e, até 2025, de 238 postos de trabalho.

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«Estamos a ser mais ambiciosos no ajustamento dos lugares de chefia do que no resto do quadro de recursos humanos do grupo Águas de Portugal», disse Jorge Moreira da Silva aos jornalistas, após a apresentação da reestruturação do setor das águas, escreve a Lusa.

De acordo com o ministro, nos próximos 10 anos, prevê-se a saída 480 pessoas e a entrada de 242, numa redução do número de colaboradores, incluindo órgãos sociais, de 18%.

«Isto significa menos do que as reduções feitas nos últimos dois anos pela Águas de Portugal, sem que ninguém tenha dado por isso», afirmou, acrescentando confiar que a administração do Grupo Águas de Portugal conseguirá levar a cabo esta reorganização num «espirito de diálogo e concertação», tal como o tem conseguido fazer até agora.

Entre 2011 e 2013, o Grupo Águas de Portugal reduziu já o número de trabalhadores em 5,6%, num total de 309 colaboradores.

Até 2025, o Governo espera reduzir os custos com o pessoal em 16,9 milhões de euros ao ano, resultado, por um lado, do «ajustamento entre entradas e saídas», mas sobretudo da redução da massa salarial associada ao corte de 55% das posições de chefia e de 67% dos lugares nos órgãos sociais.

«Trata-se de um esforço muito significativo ao nível das chefias. É evidente que se vamos passar de 19 para cinco empresas não vamos precisar de tantos lugares de direção, nem de tantos coordenadores ou chefes», disse, citado pela Lusa.

A reestruturação do setor das águas vai reduzir o valor das tarifas cobradas aos municípios em 4,1 mil milhões de euros face aos atuais contratos de concessão, segundo um documento hoje apresentado pelo ministro do Ambiente.

Um dos principais objetivos do plano de Moreira da Silva - que será na quinta-feira apresentado formalmente aos municípios - é resolver o problema do crescente défice tarifário da Águas de Portugal, que somava 564 milhões de euros no final do ano passado, e travar a dívida dos municípios às empresas do grupo, que ascendiam, em 2013, a 560 milhões de euros.