Por: Filipe Caetano | 20- 1- 2009 18: 3
Barack Obama é o 44º Presidente dos Estados Unidos da América. A cerimónia de tomada de posse já teve lugar em Washington,
perante um mar de gente que assistiu a uma cerimónia histórica.
Veja o discurso de Obama em vídeo
Nas suas primeiras palavras como líder da grande nação,
Obama anunciou que «a América está pronta para liderar» numa «nova era de paz», ainda que reconhecendo que a nação «está no
meio de uma crise que ainda não conseguiu perceber».
Leia
a cobertura especial da tomada de posse
«A nossa nação está em guerra contra uma rede de ódio e violência.
A nossa economia está muito enfraquecida, como consequência da ganância e irresponsabilidade da parte de alguns, mas também
por todos nós não termos conseguido preparar uma nova era», frisou, lembrando «as casas perdidas, os empregos desaparecidos
e os negócios destruídos». Para além disso, «cada vez se apresenta mais a evidência de que há caminhos que podem fortalecer
os adversários e ameaçar o planeta».
«Hoje, admitimos que os desafios que enfrentamos são reais. São graves e muitos.
Não serão resolvidos num curto espaço de tempo. Mas a América vai superá-los. Neste dia, juntamo-nos porque escolhemos a esperança
em vez do medo, a unidade em vez do conflito e da discórdia», disse o novo presidente dos Estados Unidos, perante uma enorme
ovação.
«Refazer a América
Foi um discurso de ambição, força e vontade. «Neste dia, viemos proclamar
o fim de divisões e faltas promessas, de recriminações, que estrangulam a nossa política há demasiado tempo», disse, considerando
que está na altura de «colocar de lado infantilidades».
«Chegou a altura de reafirmar o nosso espírito, de escolher
a nossa melhor história, de transportar o nosso precioso bem, a nobre ideia, passada de geração para geração: a promessa divina
de que somos todos iguais e todos merecemos uma hipótese de perseguir a felicidade plena».
«Continuamos a ser os
mais prósperos, a nação mais poderosa do planeta. Os nossos trabalhadores não são menos produtivos do que eram antes da crise
começar. As nossas mentes não são menos inventivas, os nossos bens e serviços não são menos necessários do que eram há uma
semana, há um mês ou há um ano. A nossa capacidade mantém-se intocável», avançou Obama, garantindo: «A partir de hoje, temos
de nos levantar e começar a trabalhar para refazer a América».
«Amigos de todos»
Mas Obama não falou
apenas para o seu país. Abriu o coração ao mundo. «Saibam que a América é amiga de cada nação e cada homem, mulher e criança
que procurar um futuro de paz e dignidade, e que estamos prontos para liderar uma vez mais. Lembrem-se que as gerações antigas
tiveram de enfrentar o fascismo e o comunismo, não só com mísseis e tanques, mas com alianças firmes e convicções duradouras.
Compreenderam que o nosso poder, por si só, não nos pode proteger. Souberam que o poder cresce com o uso ponderado. A nossa
segurança emana da justiça da causa, da força do exemplo, da humildade».
«Somos os guardiões desse legado. Guiados
por esses princípios, uma vez mais, podemos enfrentar as novas ameaças com um esforço ainda maior, que requer cooperação entre
as nações», referiu, deixando uma nota para o futuro: «Iremos começar a sair responsavelmente do Iraque, deixando-o à sua
gente, e forjar a paz no Afeganistão».
Obama quer continuar uma nação disponível para todos, «de cristãos, muçulmanos,
judeus, hindus e dos sem credo». Dizendo conhecer as agruras do passado, Obama defende que «a América terá de assumir o papel
de construir uma nova era de paz». «O mundo mudou e nós temos de saber mudar com ele», vincou o novo presidente.
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