Por: Judite França | 20- 1- 2009 15: 23
Disputou a nomeação com Hillary Clinton, dentro do Partido Democrático, e ganhou. É o primeiro candidato afro-americano
a chegar à Casa Branca. É o 44º presidente dos Estados Unidos da América.
No discurso de vitória, a 4 de Novembro,
disse que «a mudança chegou».
Barack Obama batalhou sempre nas causas sociais, após ter-se formado
na Universidade da Columbia e na Escola de Direito de Harvard. Depois da licenciatura em Ciência Política, decidiu abraçar
o Direito. A meia-irmã Maya Soetoro-Ng conta que, na época, perguntou-lhe porquê outro curso. Obama respondeu que queria conhecer
o sistema por dentro. Para o mudar, claro.
O idealista esperançado
Chamam-lhe idealista e é em si
que Hollywood deposita esperança, produzindo videoclips, surgindo em comícios, fazendo a apologia da sua mensagem. Mas Barack
não está apenas próximo das celebridades. Ele próprio é uma celebridade, com dois best-sellers editados, um grammy na prateleira
e centenas de capas em revistas e convites para a televisão.
Barack Hussein Obama, nascido a 4 de Agosto, de 1961,
é filho de pai queniano e mãe do Kansas, que se conheceram no Hawai. O pai parte para Harvard, quando o filho é muito pequeno,
e depois regressa ao Quénia, para ingressar numa carreira política: Obama só o conhece quando já tinha dez anos e um desastre
de aviação faz com que nunca tenha hipótese de aprofundar laços com o pai; vive com a mãe em Jacarta e depois no Hawai, onde
cresce com os avós maternos.
Depois da Universidade de Colômbia e de Harvard, muda-se para Chicago, onde conhece
a sua mulher, numa firma de advogados. Casa-se com Michelle em 1992, com quem tem duas filhas, e concorre ao senado estadual,
quatro anos depois.
Em 2000, perde nas primárias para o democrata Bobby Rush. Torna-se no rosto da oposição à guerra
no Iraque e em 2004 concorre ao Senado norte-americano, ganhando com 52 por cento e tornando-se senador por Illinois.
Em
2007, anuncia a sua candidatura presidencial dentro do Partido Democrata. Depois de uma dura batalha contra Hillary Clinton,
torna-se no nomeado dos democratas em Junho deste ano.
Obama e as celebridades
Desde cedo, no seu
percurso político, Obama teve celebridades por perto; Michael Jordan apareceu ao seu lado na candidatura ao senado e o jornal
«Chicago Tribune» anunciou o apoio ao candidato.
Este apoio dos jornais foi um dado adquirido para o candidato democrata
e poderá ter ajudado a garantir a vitória: segundo o site «Editor&Publisher», mais de 150 anunciaram estar ao lado a Obama.
McCain não ultrapassa as cinco dezenas, mas com o peso-pesado do «The New York Post». Entre os jornais que se juntaram à candidatura
de Barack, e além do «Chicago Tribune», estão o «Los Angeles Times», o «Tribune», ou «The Washington Post».
A revista
britânica «The Economist» manifestou também o apoio ao candidato. Porque «a América deve arriscar e tornar Barack Obama o
líder do mundo livre». Mas, lê-se neste apoio, que votar Obama arrasta ainda o peso do «risco».
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