O secretário-geral do PS disse no sábado que quem não votar nas eleições Europeias de maio será «cúmplice da política do Governo», acusando os candidatos do PSD/CDS-PP de pretenderem apoiar as políticas da ¿troika' no Parlamento Europeu.

«Nós precisamos de ir votar e de ir a votar todos. Não apenas para dizer que queremos uma mudança na Europa, mas também porque queremos uma mudança em Portugal», afirmou António José Seguro, perante cerca de 300 pessoas, num jantar realizado sábado em Paredes de Coura.

O líder socialista reforçou que «quem não for votar está a ser cúmplice da política do Governo», tendo em conta que, defende, as eleições de 25 de maio, além de contribuírem para uma "nova política" na Europa, podem «ajudar a preparar a mudança» em Portugal.

«Quem em Portugal considera que o país está melhor só tem de votar nos partidos do Governo. Quem em Portugal, tal como nós, considera que infelizmente o nosso país está pior, então só tem um partido onde concentrar os votos para derrotar os partidos do Governo. E esse partido é o PS», apontou Seguro.

Garantiu ainda que o partido está a apresentar medidas concretas em várias áreas e, por isso, não quer «apenas merecer o voto dos portugueses pelo protesto e descontentamento», mas também pelas propostas.

Defendendo que nas Europeias «votar nos partidos do Governo é continuar a política de cortes», António José Seguro afirmou que só há dois tipos de eurodeputados a escolher nestas eleições.

«Há uns que vão apoiar as políticas da troika, que são os deputados do PSD e do CDS-PP. Que vão representar o Governo nesse parlamento Europeu. E há outros, que são os deputados do PS, que vão defender políticas amigas do emprego e do crescimento da economia», cita a Lusa.