Um grupo de cientistas concluiu que a Grande Pirâmide de Gizé, no Egito, consegue concentrar energia eletromagnética dentro das suas câmaras secretas e debaixo da sua base, criando bolsas de grande energia. A descoberta pode ser particularmente importante no campo das nanopartículas e ajudar a melhorar os aparelhos tecnológicos do futuro. 

O estudo, recentemente publicado na revista Journal of Applied Physics, é da autoria de investigadores da Universidade de Tecnologia da Informação, Mecânica e Ótica de São Petersburgo, Rússia.

A pirâmide de Gizé, construída, como o nome indica, no planalto de Gizé, no terceiro milénio antes de Cristo, tem 138,8 metros e é uma das maiores e mais imponentes construções do Homem.

Sabe-se que tem pelo menos quatro grandes câmaras, uma onde estarão os restos mortais do faraó Quéops (que a mandou construir), outra onde estarão os restos mortais da mulher, uma terceira que funcionava como uma espécie de armadilha para invasores e uma quarta câmara que só foi descoberta no final do ano passado. E sabe-se também que há vários canais, várias passagens entre estas galerias.

Esta é uma obra que tem fascinado arqueólogos e cientistas desde sempre. Até porque as suas alegadas propriedades “mágicas” e a sua “capacidade de concentrar energia cósmica” têm alimentado vários mitos e lendas.

Ora, um grupo de físicos de São Petersburgo começou a analisar as propriedades físicas reais da pirâmide e chegou a conclusões surpreendentes.

Os cientistas criaram um modelo de computador da pirâmide para perceber como é que a estrutura absorvia e dispersava a energia eletromagnética. Sobre este modelo, os investigadores fizeram incidir ondas de rádio com um comprimento de onda entre 200 e 600 metros.

Os cálculos obtidos mostraram que a pirâmide interage com as ondas, consegue acumular essa energia nas suas câmaras e ainda redirecioná-la para a região do substrato.

Com estas conclusões obtivemos resultados interessantes que podem ter aplicações práticas importantes”, afirmou Andrey Evlyukhin, coordenador da investigação.

Os cientistas adiantam que estas conclusões poderão inspirar a criação de nanopartículas de interação com a luz para criar, por exemplo, sensores e células solares muito eficientes. Sensores e células que, por sua vez, poderão ajudar a melhorar as tecnologias do futuro.