"Eu não voto em partidos, voto em pessoas", diz uma senhora com ar contente. "Até já me aconteceu votar em vários partidos porque gosto de uma pessoa de cada um". Saberá que, assim, o afeto que nutre pelos políticos não se traduzirá na noite eleitoral?

Avisam-na, pasmados, que assim o voto não conta. O pasmo alastra ao rosto da senhora contente. "Ai não?". Perguntam-lhe então se sabe que isso é um voto nulo. E abre-se um mundo novo sob os seus pés. O aparato da visita de um candidato presidencial ao Pinhal Novo acaba por esclarecer os menos iluminados sobre aquele que é um direito inacreditavelmente difícil de conquistar.

Ficará no segredo dos deuses em quem votará a senhora contente nestas eleições Presidenciais. Ou talvez em quantos candidatos votará consoante quem melhor lhe falar ao coração. Com um boletim cheio de nomes e caras conhecidas e desconhecidas, entre os 10 candidatos a tarefa de escolher um pode ser difícil para alguns.

Edgar Silva vai fazendo caminho em terra tradicionalmente comunista garantindo que, entre os 10 pretendentes, é o único capaz de garantir a efetiva mudança de política. Cumprimenta todos com quem se cruza. Pede licença para entrar nos cafés onde distribui panfletos e apela ao voto. "Vai a todas as capelinhas", atesta a senhora contente.