Em Portugal há 240 pessoas a trabalhar em part-time que gostariam de trabalhar mais, 5,35% da mão-de-obra total. São os designados subempregados e representam 46,4% dos portugueses a trabalhar a tempo parcial. Neste grupo 63% são mulheres.

Os números foram revelados hoje pelo Eurostat. Portugal só é antecedido, neste tipo de emprego, pela Grécia, Chipre e Espanha. Sendo que a maioria que está disponível para trabalhar mais horas, na Grécia é 71,8%, em Chipre 68% e na Espanha 54,2%. Números que revelam que há uma percentagem elevada que mão-de-obra não aproveitada na Europa.

De acordo com os dados do Eurostat, da população com idades compreendidas entre 15 e 74 anos, 220 milhões estavam empregados em 2015, 23 milhões desempregados e 136 milhões inativos.

Os mesmos dados, divulgados hoje, mostram que cerca de oito em cada 10 pessoas trabalhavam a tempo inteiro e as restantes em part-time no término do ano passado.

Dos 44,7 milhões de pessoas a trabalhar em part-time na Europa, 10 milhões foram classificados como subempregados já que queriam trabalhar mais horas e estavam disponíveis para tal. Número que representa mais de um quinto (22,4%) de todos os colaboradores em part-time e 4,6% do total do emprego na Europa.

O gabinete de estatística da União Europeia diz ainda que dois terços (66%) destes subempregados são mulheres.

Nos inativos há 11,4 milhões, entre os 15 e os 74 anos, que têm alguma ligação ao mercado de trabalho e poderiam ser uma força de trabalho acrescida na Europa, frisa ainda o Eurostat. Mais uma vez, neste caso, a maioria dos trabalhadores são mulheres (56,7%).