A Direção-Geral do Orçamento (DGO) divulga hoje a síntese de execução orçamental em contas públicas até abril de 2015, ano em que o défice terá de baixar para os 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em contabilidade nacional.

Segundo a síntese de execução orçamental até março, divulgada no fim de abril pela DGO, no primeiro trimestre de 2015, o défice das administrações públicas apurado na ótica da contabilidade pública (ou seja, dos recebimentos e dos pagamentos) atingiu os 709,8 milhões de euros.

Considerando o universo comparável, ou seja, excluindo as Entidades Públicas Reclassificadas (EPR) este ano, o défice até março seria de 873,5 milhões de euros, uma “ligeira deterioração” de 38,8 milhões de euros do saldo negativo de 834,8 milhões de euros registado no primeiro trimestre de 2014, segundo a DGO.

Até março, o Estado arrecadou quase 9.000 milhões de euros em impostos, mais 5,3% do que no período homólogo, devido ao aumento dos impostos indiretos.

De acordo com a síntese da execução orçamental até março, a receita fiscal líquida acumulada do Estado ascendeu a 8.921,8 milhões de euros, o que representa um crescimento de 5,3% face a março de 2014, uma evolução que "consolida a tendência de crescimento da receita fiscal iniciada em 2013".