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Bolsa fecha a cair em dia «negro» na Europa

PSI20 já perdeu 16% desde início do ano

Por: Redacção    |   2012-08-02 17:43

O PSI20 caiu esta quinta-feira 1,71%, acumulando uma queda de 16% desde o início do ano, num dia negro para as praças europeias em que Madrid afundou mais de 5% (5,16%).

Os mercados deram um trambolhão depois de o Banco Central Europeu (BCE) não ter anunciado medidas imediatas para contrariar a crise da dívida soberana e estabilizar o euro.

A falta de ação do BCE empurrou as praças de referência da Europa para o vermelho, com Madrid a fechar a recuar 5,16%, na segunda maior queda do ano da bolsa espanhola.

O mercado da dívida também reagiu mal às declarações de Draghi: o risco da dívida - medido pelo diferencial entre os títulos espanhóis e alemães a 10 anos ¿ voltou a superar os 600 pontos base e os juros a 10 anos superaram os 7%.

Os analistas reagiam assim às declarações de Draghi que afirmou que o BCE está preparado para compra dívida soberana, mas que, segundo a imprensa espanhola, essa medida está condicionada a um eventual pedido de ajuda de Espanha e Itália ao fundo de resgate.

Já Milão recuou 4,64% e Paris e Frankfurt a caíram 2,68% e 2,20%. Apenas Londres registou quedas mais moderadas, inferiores a um por cento.

Em Lisboa, no PSI20, a Sonae liderou as perdas, a cair 4,7% para 0,41 €, seguindo-se a banca, que teve um dia no vermelho, com o BES a cair 3,5% para 0,47 € e BCP desvaloriza 3,23% para 0,09 €.

Desde o início do ano, o principal índice da bolsa portuguesa já recuou 16%.

A Portugal Telecom foi outro dos pesos-pesados que mais perdeu, caiu 2,55% para 3,28 €, no dia em que apresentou contas. O lucro da PT caiu 41% no primeiro semestre.

No setor da energia, ninguém escapou: a EDP Renováveis perdeu 3% para 2,40 €; a Galp Energia também desvalorizou 2% para 10,85 € e a EDP perdeu 1,94% para 1,82 €.

Dos pesos-pesados, a única que escapa é a Jerónimo Martins que ainda assim fechou inalterada, a valer o mesmo de ontem, 12,50 € por ação.

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EM BAIXO: Mario Draghi, BCE (Reuters)
Mario Draghi, BCE (Reuters)

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