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Banca atira Lisboa para fora dos ganhos europeus

PSI20 fecha com queda muito ligeira e com pouco mais de 35 milhões de ações negociadas

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   |   2012-07-19 17:29

A bolsa nacional foi a única a fechar em queda na Europa, devido à pressão da banca e dos pesos pesados PT e EDP.

O índice PSI20 perdeu uns ligeiros 0,06% para 4.857,94 pontos, com pouco mais de 35 milhões de ações negociadas, enquanto lá por fora a tendência foi outra: Milão avançou 0,53%, Madrid valorizou 0,63%, Paris subiu 0,87% e Frankfurt trepou 1,11%. As bolsas europeias chegaram a tocar máximos de 15 semanas.

A animar o Velho Continente estiveram os resultados empresariais acima do esperado, apesar de existiram alguns receios quanto à crise das dívidas soberanas na Zona Euro.

Espanha foi hoje ao mercado e até conseguiu obter o empréstimo pretendido - 3 mil milhões de euros - mas para isso teve de pagar um juro de 6,7%, um valor insustentável. Os investidores mostram, assim, que não estão convencidos quanto às medidas de austeridade que estão a ser aplicadas no país vizinho. Isto no dia em que Madrid aprovou o maior corte da despesa em democracia.

E se no mercado acionista há alguma irracionalidade, no mercado secundário, o nervosismo é bem patente. Os juros de Espanha a 10 anos tocavam há instantes os 7,02%, o que compara com os 6,95% de ontem. Ou seja, depois do leilão, voltaram a subir. Um sinal negativo, que chega na véspera de mais uma reunião do Eurogrupo, que amanhã decorre por videoconferência.

Por cá, a condicionar o andamento do PSI20 esteve, sobretudo, o setor financeiro. O BPI perdeu 3,67% para 0,525 euros - no dia em que iniciou a negociação dos direitos de subscrição relativos ao aumento de capital - o BES caiu 2,07% para 0,519 euros e o BCP cedeu 1,02% para 0,097 euros.

Entre os pesos pesados, a Portugal Telecom (PT) também escorregou 1,18% para 3,597 euros e a EDP recuou 0,86% para 1,946 euros.

A impedir a bolsa nacional de maiores quedas ficou a Galp Energia, que avançou 0,68% para 10,955 euros - no dia em que o preço do petróleo em Londres tocou um novo máximo de dois meses - e a Jerónimo Martins (JM) que subiu 0,74% para 13,550 euros.

Nota ainda para os títulos da Sonae que dispararam 3,45% para 5,060 euros.

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