
A Índia encontrou uma forma de monitorizar o correio eletrónico empresarial disponível nos telemóveis BlackBerry sem necessitar de pedir à proprietária canadiana Research In Motion (RIM) os códigos de encriptação, noticiam vários meios de comunicação.
A dona dos telemóveis inteligentes BlackBerry e o governo indiano estão em desacordo quanto ao acesso dos serviços de correio eletrónico (e-mail) corporativo, com Nova Deli a temer que este sistema poderá ser utilizado por extremistas em ataques terroristas.
Ao longo dos últimos tempos, a Índia estabeleceu vários prazos, não cumpridos, para que a RIM acedesse aos pedidos do governo para monitorizar os e-mails.
A empresa canadiana argumentou, segundo a Lusa, que não podia fornecer os códigos, já que o sistema é tão seguro que não permite o acesso.
No entanto, um dos responsáveis do ministério das Telecomunicações indiano R. Chandrashekar, citado pelo «Dow Jones Newswires», afirmou que o governo acredita agora que pode monitorizar os e-mails do BlackBerry sem desencriptar as mensagens.
Este responsável não adiantou mais pormenores, de acordo com a mesma agência noticiosa.
Países como a Índia ou Indonésia ameaçaram, no passado, encerrar os serviços da BlackBerry por causa da dificuldade que os investigadores judiciais têm encontrado em aceder ao correio eletrónico de suspeitos de crimes ou terroristas.
Até ao momento, nem o governo indiano, nem a RIM fizeram comentários sobre o assunto.