
A Research In Motion (RIM), dona dos telemóveis BlackBerry, esclareceu esta quinta-feira que não pode fornecer acesso a comunicações empresariais através daquele dispositivo, uma vez que estas estão encriptadas.
Na quarta-feira, foi que a Índia teria encontrado uma forma de monitorizar o correio eletrónico empresarial nos BlackBerry sem necessitar de pedir à proprietária RIM os códigos de encriptação.
Em comunicado, a RIM adianta que «está a facultar uma solução legalmente apropriada, que permite às operadoras de telecomunicações na Índia atuarem em conformidade legal relativamente ao seu domínio de consumo BlackBerry, tal como sucede com outros fornecedores de smartphones».
No entanto, esclarece a empresa canadiana, «esta solução não é extensível a comunicações empresariais BlackBerry».
Conforme «temos afirmado em diversas ocasiões e como definimos nos princípios legais de acesso da nossa empresa, a RIM não pode aceder a informação encriptada através do BlacBerry Enterprise Server porque a RIM nunca tem na sua posse códigos de encriptação».
Segundo os quatro princípios legais da RIM, a ação das operadoras é limitada unicamente ao contexto de acesso legal e de requisitos de segurança nacional, consoante a legislação e supervisão judicial de cada país e deve ser cariz tencnológico e comercialmente neutro, não permitindo um maior acesso aos serviços de consumo BlackBerry que as operadoras e reguladores já impõem aos concorrentes.