
As autoridades gregas decidiram abrir esta segunda-feira uma investigação preliminar sobre a transferência de oito milhões de euros por um antigo presidente executivo do ATEBank, instituição recentemente privatizada, para o mercado imobiliário em Londres.
De acordo com informações citadas pela AFP, o procurador adjunto de Atenas, Spryros Mouzakitis, deu ordens para que a investigação começasse para determinar se houve evasão fiscal ou lavagem de dinheiro.
O dirigente do ATEBank, Theodoros Pantalakis, que se demitiu por se opor à privatização, afirmou, também citado pela AFP, que fez «uma transferência legal de oito milhões de euros» que lhe pertenciam e à família, fundos que disse terem sido «declarados, taxados e justificados» pela fortuna da família.
Pantalakis é esperado no Parlamento onde vai testemunhar sobre o banco, que foi dividido em duas partes no mês passado, tendo os ativos viáveis sido vendidos ao banco Piraeus por 95 milhões de euros.
Vários funcionários do setor bancário manifestaram-se no final de julho em frente ao banco Piraeus, detido quase totalmente pelo Estado grego, exigindo a manutenção dos postos de trabalho.
Citado pela agência de notícias AP, o líder do sindicato dos trabalhadores do ATEbank diz considerar, «como cidadão grego, que este é o maior escândalo a decorrer no país, em que um banco estatal está a ser vendido ao setor privado, apesar de manter uma situação saudável».
A medida foi justificada pelo facto do ATEbank não ter passado nos testes de stress realizados em 2010 e 2011, estimando-se que o banco registe necessidades de capital na ordem dos 5 mil milhões de euros.
Fundado em 1929, o antigo Banco Agrícola tem uma rede de cerca de 500 filiais.