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Cortes: funcionários públicos vão sofrer mais

Governo considera que equidade não significa tratar todos por igual

Por: Redacção / CP    |   2012-07-28 13:18

Os funcionários públicos vão ser mais penalizados do que os
trabalhadores do privado.

Apesar da decisão do Tribunal Constitucional, o Governo considera que equidade não significa tratar todos por igual e entende que a austeridade deve recair mais sobre os trabalhadores do Estado.

Paulo Portas não parece ser o único membro do Executivo a defender que existem diferenças entre setor público e privado. Segundo o semanário «Expresso», a posição do líder centrista é partilhada por Passos Coelho e pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar.

«Equidade não significa ser igual. Vamos continuar a tratar de forma diferente o que é diferente e a equidade é isso mesmo», segundo a explicação dada por um membro do Governo ao semanário, lembrando que os funcionários públicos estão mais protegidos no que toca ao salário, emprego e sistema de saúde.

O Executivo de Passos Coelho vai ter que encontrar medidas
alternativas que permitam tapar o buraco de 2 mil milhões deixado pela suspensão no corte dos subsídios.

Em relação aos trabalhadores do Estado, o Governo pode cortar mais nos salários, despedir ou pagar os subsídios em títulos de dívida.

Vítor Gaspar terá pedido ainda a todos os ministros um esforço adicional para cortar na despesa dos ministérios, ainda mais do que as metas previstas no documento de estratégia orçamental.

Para o próximo ano, o Executivo estará ainda a estudar mais medidas de tributação do património e do capital e uma sobretaxa sobre as parcerias público-privadas.

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EM BAIXO: Vítor Gaspar, ministro das Finanças e primeiro-ministro Pedro Passos Coelho - aprovação do OE 2012
Vítor Gaspar, ministro das Finanças e primeiro-ministro Pedro Passos Coelho - aprovação do OE 2012

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