
Há quatro candidatos finais à reprivatização dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo.
O Governo anunciou esta quinta-feira, depois do Conselho de Ministros, que os potenciais compradores são Atlanticeagle Shipbuilding (Portugal), a JSC River Sea Industrial Trading (Rússia), a Rio Nave Serviços Navais (Brasil) e a Volstad Maritime (Noruega).
Duas outras ofertas foram excluídas da fase de negociações diretas com a dententora das ações dos estaleiros, a Empordef: o consórcio luso-alemão AMAL Construções Metálicas/Munchmeyer Petersen Marine GmbH (dos mesmos donos da Ferrostaal, empresa que vendeu os dois submarinos a Portugal) e os norte-americanos da Tradequip Services & Marine INC.
O secretário de Estado da Presidência, Luís Marques Guedes, adiantou, em conferência de imprensa, que «a Empordef fica a partir de agora com esta resolução autorizada a dirigir convites diretos a cada um dos potenciais investidores dos quatro selecionados para apresentação das propostas vinculativas».
O prazo para apresentação dessas propostas «em princípio» deverá ocorrer «até ao final do mês de setembro».
No entanto, «não há prazos fechados» em relação ao processo de reprivatização, «porque tudo decorre também da complexidade com que essas propostas forem construídas pelos próprios concorrentes».
De qualquer modo, «olhando para processos anteriores de privatização» - e se as propostas chegarem dentro do prazo-, fica «razoavelmente garantido que antes do final do ano o Conselho de Ministros com alguma tranquilidade pode estar a tomar decisões».
Questionado sobre as duas empresas não admitidas para a fase final da reprivatização dos ENVC, Marques Guedes disse que a empresa norte-americana Tradequip «não apresentou propriamente uma proposta para compra da empresa», mas uma «compra de ativos da empresa» que «não se enquadrava minimamente na lógica da operação» e que o consórcio luso-alemão lançou uma proposta «que não é para aquisição imediata da empresa, mas de exploração da gestão com eventual compromisso de aquisição num prazo de cinco anos».