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Trabalhadores da BA Vidro voltam à greve a 1 de dezembro

Funcionários e administração da empresa não se entendem quanto a pagamento de trabalho em dias de feriado

Por: Redacção    |   2012-11-02 15:17

Os trabalhadores da empresa de vidro e embalagem BA Vidro vão voltar a paralisar a 1 de dezembro se a administração não aceitar negociar o pagamento do trabalho suplementar e feriados, informou o sindicato dos vidreiros citado pela Lusa.

«A empresa não deu qualquer resposta ao pedido de reunião e os trabalhadores vão manter as greves previstas para todos os feriados até que a administração aceite negociar», disse à Lusa Etelvina Rosa, do sindicato dos Trabalhadores da Indústria Vidreira.

A posição foi expressa depois de os trabalhadores terem terminado, às 05:00 desta sexta-feira, uma greve iniciada às 21:00 de 31 de outubro, em protesto pela eliminação dos descansos compensatórios e a redução dos pagamentos devidos por trabalho suplementar e por trabalho em dia de feriado.

De acordo com Etelvina Rosa, a greve nas duas unidades de Avintes (Vila Nova de Gaia) e da Marinha Grande teve uma adesão de «mais de 90%» dos 200 funcionários que trabalham por turnos e que «não aceitam que o pagamento dos feriados, que são obrigados a trabalhar, sejam pagos apenas a 50%, quando antes da alteração do código do trabalho eram pagos a 200%».

Para além da situação que afeta o núcleo de fabricação da BA Vidro, sindicato e trabalhadores contestam «as pressões e manobras de intimidação da administração sobre os trabalhadores» a suspensão de um dirigente sindical que «está em casa a receber o ordenado, não tendo sequer ainda recebido a nota de culpa».

A greve marcada também pela realização de uma manifestação em frente às instalações da Marinha Grande é a segunda de uma jornada de luta iniciada a 04 de outubro, data em que os trabalhadores avisaram que caso as reivindicações não fossem atendidas seriam convocadas novas greves em todos os dias feriado.

Se até ao final do mês a administração não aceitar reunir com os trabalhadores, «vai iniciar-se nova greve entre as 21:00 de 30 de novembro e as 05:00 de 2 de dezembro» envolvendo os trabalhadores de turno do núcleo de fabricação.

A sociedade Barbosa e Almeida, agora denominada de BA Vidro, nasceu em 1912. Em 1969 iniciou a laboração da nova unidade fabril em Avintes.

Em 1999, a BA construiu uma fábrica em território espanhol e um ano depois comprou a maioria do capital da Vidriera Leonesa.

Em 2012, adquiriu o grupo Polaco Warta Glass, permitindo, segundo a BA, «uma expansão geográfica do seu mercado para a Europa do leste» e «um passo em frente na internacionalização da empresa».

Atualmente fazem parte do Grupo BA sete fábricas - três em Portugal, duas em Espanha e duas na Polónia), que produzem diariamente mais de 14 milhões de garrafas, frascos e boiões para clientes das indústrias alimentar e de bebidas, pode ler-se na página da internet da BA.

O Grupo BA possui cerca de 2.145 colaboradores, 1470 nas unidades fabris ibéricas e 675 nas polacas.

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EM BAIXO: Vidros da Marinha Grande
Vidros da Marinha Grande

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