A zona euro registou um excedente de 13,6 mil milhões no comércio internacional de bens em fevereiro, contra um de 9,8 mil milhões no mesmo mês de 2013, revelou esta terça-feira o Eurostat.

Já a União Europeia (UE) teve um excedente de 4,4 mil milhões de euros no saldo de trocas comerciais com o resto do mundo, tendo melhorado na comparação com o de 1,2 mil milhões em fevereiro de 2013, segundo as primeiras estimativas do gabinete oficial de estatísticas da UE.

Na comparação mensal, o excedente verificado em fevereiro na zona euro foi além do de janeiro (0,8 mil milhões de euros), registando-se um aumento de 1,2% nas exportações e de 0,6% nas exportações.

No conjunto da UE, o boletim do Eurostat indica que o comércio internacional passou de deficitário em janeiro (-13,3 mil milhões de euros) para excedentário em fevereiro, tendo as exportações nos 28 aumentado 0,9% e as importações diminuído 0,5%.

Os dados relativos aos Estados-membros, referentes a janeiro, mostram que Portugal registou um défice comercial de 1,0%, contra um de 0,6 no mesmo mês de 2013 e é o quinto maior da UE.

O Reino Unido (-9,6 mil milhões de euros), a França (-8,2), a Espanha (-2,5) e a Grécia (-1,6 mil milhões de euros) são os países que registaram os maiores défices comerciais em janeiro.

Já os maiores excedentes foram registados na Alemanha (15,3 mil milhões de euros), na Holanda (5,0), na Irlanda (2,4) e na República Checa (1,6 mil milhões de euros).

O Eurostat divulga que o défice energético se reduziu na UE, sendo em janeiro de 32,5 mil milhões de euros face aos 34,9 registados no período homólogo.

As importações provenientes da maior parte dos parceiros comerciais baixaram em janeiro na comparação anual, com exceção de produtos da Turquia (um aumento de 3%) e da China (1%) e mantiveram-se estáveis com a Índia.

As maiores reduções verificaram-se nas exportações provenientes da Rússia (10%), do Japão (7%) e do Brasil (5%).

No que respeita às exportações europeias, os maiores aumentos registaram-se para a China (12%) e o Japão (8%), enquanto as principais quebras tiveram lugar nos produtos destinados ao Brasil e Rússia (10% cada) e à Turquia (5%).