O Eurostat reviu as previsões de contração da economia da Zona Euro e da União Europeia no segundo trimestre, em termos homólogos, para 0,5% e uma estagnação, respetivamente, melhor do que o estimado em agosto.

A estimativa anterior indicava quedas do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,7% na zona euro e de 0,2% na União Europeia, em termos homólogos.

A segunda estimativa rápida divulgada esta quarta-feira pelo gabinete de estatísticas da União Europeia adianta ainda que as economias da zona euro e da União Europeia cresceram 0,3% e 0,4%, respetivamente, no segundo trimestre de 2013, e face ao trimestre anterior.

O Eurostat revê, assim, em ligeira alta os números para o conjunto da União Europeia em relação ao crescimento de 0,3% previsto em meados de agosto.

Portugal foi o país que maior subida (1,1%) registou no PIB do segundo trimestre do ano face ao primeiro, entre os 23 países que disponibilizam dados ao Eurostat.

Seguem-se os 0,7% da Alemanha, Finlândia e República Checa.

As maiores contrações foram registadas nas economias de Chipre (-1,4%), Eslovénia (-0,3%), Itália e Holanda (-0,2% cada).

Já comparando com o mesmo trimestre de 2012, Portugal entra no lote dos nove países que ainda estão em recessão técnica (dois trimestres consecutivos a cair), entre os 24 Estados-membros que disponibilizam dados.

A contração do PIB português só é superado por Chipre (-5,2%) e pela Grécia (-4,6%), com a Itália a registar a mesma queda.