As políticas de redução das taxas de juro na Zona Euro têm que chegar aos países da periferia para evitar que um sistema financeiro «disfuncional» contribua para a estagnação da economia nos próximos dois anos, segundo um estudo espanhol.

O estudo, da escola de negócios ESADE, foi apresentado esta terça-feira pelo economista Josep Comanjuncosa que advertiu que é vital que as injeções de capital do Banco Central Europeu (BCE) se traduzam em mais financiamento para as Pequenas e Médias Empresas (PME).

Comanjuncosa defende mesmo que o BCE introduza medidas específicas para que os países da periferia possam consolidar o seu crescimento.

A par da união bancária e de um mecanismo de monitorização, o estudo defende um fundo de resolução para todas as entidades e um esquema de proteção dos depósitos, com uma «solução conjunta de riscos».

Para Espanha, o Relatório Económico ESADE 2014 prevê que a economia cresça «entre 0,5 e 1% do PIB [Produto Interno Bruto]», notando que apesar de algumas melhorias - como no setor exterior - a recuperação será «lenta e complicada», cita a Lusa.

A análise é especialmente prudente no que toca ao setor do emprego antecipando que a taxa de desemprego não vai diminuir substancialmente a curto prazo pelo que, explicou Comajuncosa, em 2014 ¿o consumo das famílias continuará limitado pela alta taxa de desemprego e salários mais baixos. "

Para os autores do relatório, o cenário europeu também aponta debilidades com uma previsão de crescimento de 1% nos países centrais, com a Alemanha e a França a liderar a retoma (com melhorias de 1 a 1,5%).

Prevê crescimentos em torno de 0,5% nos países periféricos e crescimentos negativos em países como Chipre e Eslovénia.