O comissário europeu para os Assuntos Económicos, Olli Rehn, considerou esta quarta-feira que os dados «ligeiramente mais positivos» sobre o crescimento da Europa são «bem-vindos» e disse esperar que não haja autoelogios a sugerir que a crise acabou.

Zona Euro sai da maior recessão da sua história

De acordo com dados do gabinete estatístico da União Europeia, o Eurostat, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,3% em cadeia na zona euro e na UE, acima das expetativas do mercado.

Além disso, a economia portuguesa, segundo o INE, cresceu 1,1% entre abril e junho, face ao trimestre anterior.

«Sim, estes dados ligeiramente mais positivos são bem-vindos - mas não há margem para qualquer complacência», afirma o comissário europeu no seu blogue.

«Espero que não haja prematuras declarações de autoelogios a sugerir que a 'crise acabou'», alertou Olli Rehn.

O comissário europeu manifestou-se cauteloso, uma vez que há «ainda obstáculos substanciais para ultrapssar», adiantando que «os números de crescimento ainda continuam fracos» e que os sinais preliminares «ainda são frágeis».

Rehn lembra que ainda há diferenças importantes entre os Estados-membros e que países como a Espanha e a grécia «ainda têm uma inaceitável taxa elevada de desemprego», nomeadamente entre os jovens, o que cria «riscos reais de uma geração perdida».

Para Olli Rehn, há «ainda um longo caminho a percorrer».