A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) piorou as estimativas de crescimento económico da zona euro para 1,6% este ano e 1,7% no próximo, defendendo que os diferentes governos devem fazer mais para acelerar o Produto Interno Bruto (PIB) dos países da moeda única europeia.

“Projetamos que a recuperação se mantenha moderada, com o crescimento do PIB a atingir 1,7% em 2017. Os estímulos monetários sustentados e os baixos preços do petróleo vão apoiar a procura interna, mas o abrandamento das economias emergentes vai prejudicar as exportações”, lê-se no relatório preparado por uma equipa do departamento de estudos económicos da OCDE, liderado pelo ex-ministro Álvaro Santos Pereira, citado pela Lusa.

Brasil em recessão profunda

A OCDE prevê ainda que "a profunda recessão" no Brasil continue este ano e no próximo, devido à "alta incerteza política" e às "revelações de corrupção em curso".

No documento com as perspetivas económicas  divulgado hoje lê-se que, apesar de ter sido formado um Governo interino no Brasil, na sequência da aprovação do processo de destituição da Presidente Dilma Rousseff, "a incerteza política e a instabilidade provavelmente irão permanecer", acrescenta ainda a Lusa.

O país enfrenta também o maior caso de corrupção da sua história, envolvendo políticos, mas também várias empresas, como a gigante petrolífera estatal Petrobras.