Os ministros das Finanças da zona euro, reunidos esta segunda-feira em Bruxelas, aprovaram a devolução antecipada, por parte de Madrid, de 1.300 milhões de euros do resgate concedido a Espanha para recapitalização do setor financeiro.

Na conferência de imprensa do final do Eurogrupo, o diretor do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) indicou que é a primeira vez que um país que recebeu assistência solicitou a devolução, mais cedo do que o previsto, de uma parte do empréstimo, considerou que tal é «um sinal positivo» para os mercados, mas enfatizou que se tratou de uma decisão voluntária das autoridades espanholas e que ninguém pede o mesmo a outros países alvo de ajuda (como Portugal).

«Não esperamos que qualquer outro país faça o mesmo. Foi uma decisão tomada voluntariamente» por parte de Espanha, sublinhou Klaus Regling, referindo-se ao pedido de Madrid para reembolsar antecipadamente 1,3 mil milhões de euros, da ajuda total de 41,3 mil milhões que recebeu no quadro do programa de ajuda ao setor bancário, do qual saiu em dezembro de 2013.

Na reunião desta segunda-feira do Eurogrupo, e tal como esperado, foram ainda aprovados os desembolsos de tranches de 1.000 milhões de euros à Grécia e de 600 milhões a Chipre, os dois únicos países ainda sob programa, uma vez concluídos os resgates a Irlanda, Espanha e Portugal.

Portugal esteve representado na reunião do Eurogrupo pela ministra Maria Luís Albuquerque, que não prestou declarações à imprensa.