Portugal está entre os 13 países com maiores reservas de ouro do mundo com 382,5 toneladas do metal precioso, à frente da Arábia Saudita, Brasil, Espanha ou Reino Unido.
 
Segundo o World Gold Council (WGC), organização internacional de empresas do setor do ouro, com base em dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), Portugal assume a 13º posição do ranking, com reservas avaliadas em 12 mil milhões de euros.
 
Portugal detém 383 toneladas de ouro que, à cotação, em Novembro de 2015, de 1.061,9 dólares a onça troy, valem 12,1 mil milhões de euros. O ganho potencial de valor das reservas - caso o Banco de Portugal pudesse optar por vender parte das suas barras - foi a 5 de Setembro de 2011 com o máximo histórico de 1.898,99 dólares, o que avaliava as barras de ouro detidas por Portugal em perto de 17 mil milhões de euros.
 
O país com maior reserva de ouro são os Estados Unidos, com cerca de 8.134 toneladas, mais do dobro das reservas da Alemanha, que ocupa o segundo lugar com 3.381 toneladas. A terceira posição é ocupada pelo FMI (2.814 toneladas).
 
A lista do WGC que integra 100 países inclui o FMI e o Banco Central Europeu (BCE), que detém 505 toneladas avaliadas em 17 mil milhões de euros, mas os países que não tenham comunicado as explorações de ouro ao FMI nos últimos seis meses não estão incluídos, bem como aqueles que optam por não divulgar publicamente as suas reservas.

Segundo o WGC, Portugal é quarto país em que o ouro tem mais peso no total das reservas monetárias (68,3%, contra 75,3% em 2015), quando na generalidade dos outros países, a grande maioria das reservas é constituída por divisas estrangeiras.

O valor das reservas representam cerca de 60% do que o Governo tenciona gastar este ano em despesas com pessoal da administração pública (20,4 mil milhões de euros).