O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, considera que as declarações provenientes de Atenas que consideram viável um acordo entre a Grécia e os credores nos próximos dias são demasiado otimistas.

Schäuble falava, esta sexta-feira, na conferência de imprensa com que terminou a reunião de ministros das finanças do G7 - Estados Unidos, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Japão e Canadá -, que desde quarta-feira esteve em Dresden, no leste da Alemanha.

"As informações positivas provenientes de Atenas não refletem o avanço real das negociações", afirmou.


Esta quinta-feira, o Governo grego mostrou-se confiante de que ia conseguir alcançar um acordo até ao fim de semana. Um porta-voz do executivo helénico assegurou que o compromisso vai ser cumprido.

Já esta sexta-feira, o ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, sublinhou que a data limite para o acordo é 30 de junho, quando "termina o prolongamento do plano de ajuda".

Atenas teria de fazer pagamentos ao Fundo Monetário Internacional (FMI) ao longo do mês de junho de cerca de 1,6 mil milhões de euros, o primeiro dos quais (300 milhões de euros) no dia 5. Mas há um exercício de tesouraria que pode jogar a seu favor, numa altura em que as negociações estão numa fase crítica: adiar o pagamento com a condição de pagar esse valor e outros que estão em falta no final do próximo mês.  

Contudo, o FMI deixou um aviso claro, esta quinta-feira: se a Grécia falhar o pagamento à instituição, ficará privada de aceder a financiamento.

Também esta quinta-feira, a diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, admitiu que a saída da Grécia da zona euro "é uma possibilidade", em declarações ao jornal alemão "Frankfurter Allgemeine Zeitung".