O ministro das Finanças alemão nunca escondeu ser cético em relação à permanência da Grécia na zona euro e mais uma vez veio reforçar essa posição.

Para Wolfgang Shäuble, a saída temporária da Grécia da área do euro para resolver a sua atual situação “talvez continue a ser a melhor opção”, disse o ministro a uma rádio alemã, citado pela Reuters. Schäuble salienta que um dos problemas a resolver seria um perdão de dívida, mas isso não é possível.

"Eu não sei e ninguém sabe como é que é suposto trabalhar agora sem um perdão de dívida. Toda a gente sabe que um perdão de dívida é incompatível com o ser-se membro do euro. É esta é a situação".


O pacote de austeridade acordado entre Atenas e os credores e que serve de contrapartida ao terceiro resgate à Grécia já foi aprovado pelo parlamento grego.

O acordo passou no parlamento grego com 229 votos a favor, 64 contra e seis abstenções. A maioria dos deputados a votar contra (40) e todos os que se abstiveram (seis) são deputados do partido do governo, o Syriza. 

Entre os deputados que votaram "não" estão o ex-ministro das Finanças , Yanis Varoufakis, a porta-voz parlamentar,  Zoe Constantopoulou, e o ministro da energia, Panagiotis Lafazanis. 

Várias horas de debate antecederam a votação que apoiou o acordo assinado por Tsipras. Horas em que se ouviram as vozes de apoio e de discórdia em relação ao entendimento que garante a ajuda ao país, e onde já se fazia prever a divergência na inclinação de voto dos deputados do Syriza. 

Alexis Tsipras diz não acreditar no acordo, mas realça que esta é a única solução.