Com a Web Summit quase à porta, na capital portuguesa, e tendo apresentado esta quarta-feira as 66 startups portuguesas que vão participar neste que é um dos maiores eventos mundiais a nível tecnológico e de inovação, o primeiro-ministro deu conta do novo concurso que pretende apoiar estas empresas, em Portugal. ~Um concurso que renderá cerca de 700 euros/mês aos selecionados, durante um ano.

"Temos já em curso uma estratégia e hoje, pelas 14:30, abriu o concurso para os vouchers startup - iniciativa que visa financiar durante um ano um projeto empresarial até ser colocado no mercado. Está também aberto o programa de incubação de startup, dando-lhes condições ao seu desenvolvimento", disse António Costa.

Em abril passado, quando o Governo anunciou a medida, o secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, explicou que vão ser avaliadas as ideias de negócio e", dependendo da sua validade o empreendedor pode auferir deste apoio, de cerca de 700 euros por mês, durante um ano». Será com essa verba mensal que os candidatos vencedores poderão contar. 

Mais informações sobre este concurso aqui

Em matéria de programas de financiamento, o primeiro-ministro disse, no final do Road 2 Web Summit, em Lisboa, que já foram abertas duas linhas no valor global de 126 milhões de euros.

"Visam alavancar um investimento global superior a 300 milhões de euros. São as duas maiores linhas algumas vez abertas de financiamento para criar startups em Portugal", indicou.

Ainda na explicação sobre os objetivos da linha programática do Governo na área das novas tecnologias, António Costa referiu que, em breve, em outubro, startups portuguesas vão integrar uma missão empresarial no Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte) e estarão presentes em Macau, no mês seguinte, em novembro, no Fórum Empresarial da Lusofonia.

Já sobre a Web Summit 2016, que decorrerá de 7 e 10 de novembro, em Lisboa, o primeiro-ministro classificou o evento como "uma alavanca fundamental para uma estratégia que tem de mobilizar e contagiar o conjunto do país".

"O Web Summit é um evento muito importante, porque é uma referência e é uma forma de afirmar o país de um modo diferente da sua imagem tradicional. Sabe-se que somos um grande destino turístico, um grande produtor de sapatos, de azeite, de vinho e de têxteis, mas temos de ter também o perfil de sermos bons na indústria automóvel ou na indústria aeronáutica, e temos hoje uma multiplicidade de empresas nas áreas das novas tecnologias e da inovação", defendeu, citado pela Lusa.

O primeiro-ministro advogou ainda que a Web Summit é "uma oportunidade única para mostrar o país ao exterior e para cada uma das nossas empresas construir uma rede global".

Estamos numa era em que o nosso mercado não são os 10 milhões residentes em território nacional, mas sim o mercado global. A era digital oferece-nos hoje essa possibilidade, que tem de ser agarrada".

Também o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, destacou a importância do evento. “Aproveitarmos a Web Summit enquanto oportunidade para todo o nosso sistema económico é algo que está perfeitamente ao nosso alcance e ter a concretização da Web Summit aqui é uma demonstração disso mesmo”.

O pontapé de saída está dado. E já não falta muito para novembro.