A TAP vai assegurar 135 do total de 291 voos previstos para sábado, o segundo dia de greve dos tripulantes de cabine, existindo ainda 2.500 passageiros com reservas por resolver, disse fonte oficial da companhia aérea à Lusa.

Os 135 voos que vão realizar-se no sábado serão assegurados pelos «serviços mínimos» decretados pelo Conselho Económico e Social (CES), pelos voos operados pela Portugália, pelos voos que regressam à base e outros, cujo horário de partida é alterado para fora do período da greve.

«A este número acrescentar-se-ão os voos que vierem a ser realizados por tripulantes que se apresentem a trabalhar», disse.

No que respeita aos passageiros, a TAP tinha 30 mil reservas para sábado, tendo «grande parte destas sido transferidas para outros voos em resultado dos contatos estabelecidos pela TAP e pelos agentes de viagens».

Relativamente aos passageiros confirmados nos voos cuja realização está já garantida, fonte da companhia referiu que «falta apenas resolver a situação de 2.500 passageiros cujo contato não foi possível estabelecer».

No entanto, «estas situações serão resolvidas durante o dia de sábado, à medida que os passageiros se apresentarem nos diversos aeroportos, onde a companhia terá equipas reforçadas».

A greve, convocada pelo Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), filiado na UGT, está repartida em dois períodos: o primeiro começou entre as 00:00 e as 23:59 de quinta-feira passada e continua no sábado (30 de outubro e 1 de novembro), e o segundo será a 30 de novembro e 2 de dezembro.

No primeiro dia de paralisação, a TAP cancelou quase metade dos voos devido à greve dos tripulantes de cabine da transportadora, mas sem grandes aglomerações de passageiros nos aeroportos porque a empresa garante ter conseguido avisar a maioria dos afetados.

Nesse dia, realizaram-se 175 dos 320 voos previstos, o que corresponde a 145 voos cancelados devido à paralisação.

O dirigente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) Nuno Fonseca disse à Lusa que a greve de quinta-feira teve «uma grande adesão», totalizando os 90%.