A Câmara do Comércio e Indústria dos Açores (CCIA) congratulou-se esta segunda-feira com o novo modelo de transporte aéreo entre o continente e os Açores por salvaguardar a competitividade e a acessibilidade dos residentes.

«Congratula-se a direção com o novo desenho proposto, uma vez que salvaguarda um conjunto de aspetos fundamentais para a competitividade da economia regional e também a acessibilidade dos residentes», declara a CCIA, num comunicado enviado aos órgãos de comunicação social.

Na sexta-feira, o presidente do Governo dos Açores revelou que foi concluído o processo negocial entre os executivos regional e nacional referente à revisão das obrigações de serviço público no transporte aéreo entre a região e o continente.

O novo modelo prevê, entre outros aspetos, tarifas aéreas para residentes no valor máximo de 134 euros e a liberalização das ligações entre o continente e as ilhas Terceira e São Miguel.

«Na realidade, este modelo vem salvaguardar a liberalização dos mercados, que têm maiores condições de funcionarem em mercado livre, bem como separa o transporte de passageiros do transporte da carga, melhorando a circulação de mercadorias, para além de contemplar os reencaminhamentos para as 'gateways'», consideram as câmaras de comércio de Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta.

O organismo representativo do tecido empresarial dos Açores considera que, no que concerne à mobilidade dos residentes, este novo modelo «revela-se também positivo, uma vez que garante passagens a preços controlados e a custos finais mais reduzidos do que os atuais».

«A configuração deste modelo permite-nos antever um impacto muito significativo no turismo e na atividade económica dos Açores em geral», conclui a CCIA.

No sábado, o presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada já havia considerado como «muito positiva» a nova configuração das ligações áreas para os Açores.

Mário Fortuna apontou, em declarações à agência Lusa, três razões para uma apreciação positiva do novo modelo das obrigações de serviço público, designadamente a separação entre transporte de carga e de passageiros, a «separação clara» da «perspetiva comercial» e a salvaguarda do «interesse social» com a garantia de tarifas máximas para residentes.

Para além da liberalização das rotas que ligam as ilhas de São Miguel e Terceira ao continente e à Madeira, o acordo anunciado na sexta-feira prevê novas obrigações de serviço público nas ligações Lisboa/Pico e Lisboa/Santa Maria, que passam a ter pelo menos dois voos semanais. No caso do Faial, mantêm-se as três ligações semanais mínimas atuais.

Ponta Delgada, Santa Maria, Terceira, Faial e Pico são as chamadas 'gateways' dos Açores, ou seja, os cinco aeroportos com voos de e para fora do arquipélago.