O ministro de Indústria, Energia e Turismo espanhol, José Manuel Soria, disse este sábado que o governo vai exigir à Seat, marca do grupo Volkswagen, que devolva as ajudas estatais recebidas relativamente aos carros produzidos em Espanha envolvidos no escândalo das emissões.

José Manuel Soria sublinhou que o ministério está à espera que o grupo Volkswagen lhe indique o número de veículos fabricados e vendidos, tanto dentro como fora de Espanha, que estão equipados com o 'software' que permite manipular os dados de emissões poluentes nos seus motores.

No entanto, o ministro disse que o grupo Volkswagen lhe assegurou que vai manter os investimentos previstos para Espanha e que a fraude das emissões poluentes não afetará nem a atividade nem o emprego.

Soria afirmou que está em contacto permanente tanto com o grupo Volkswagen na Alemanha como com a Seat em Espanha, e que ambos asseguraram que o investimento de 3.300 milhões de euros em Espanha se mantém.

Já a Suíça proibiu a venda automóveis novos da Volkswagen, porque poderão estar equipados com motores a diesel que permitem manipular a emissão de gases poluentes. 

A medida surge depois do escândalo que afetou o grupo, que já admitiu a manipulação de dados de emissões, que terão afetado  11 milhões de carros. 

A proibição, que não se aplica aos automóveis já em circulação, abrange as marcas Audi, Seat, Skoda e Volkswagen, produzidos entre 2009 e 2014, e que possuem motores diesel 1.2 TDI, 1.6 TDI e 2.0 TDI. 

Também na sexta-feira a Agência Ambiental dos Estados Unidos indicou que o grupo Volkswagen não recebeu luz verde das autoridades norte-americanas para vender os seus modelos 2016 de viaturas a diesel naquele país. 

A Comissão Europeia (CE) pediu este sábado aos países da União Europeia para  cooperarem nos testes de medição dos carros Volkswagen em termos de emissões poluentes