A notícia de que alguns carros a gasóleo da Volkwagen não informavam quais as verdadeiras emissões poluentes para a atmosfera, constituindo, desse modo, uma fraude, era, afinal, apenas a ponta do icebergue.

Depois dos carros a gasóleo de luxo, depois dos carros a gasolina também alvos de suspeitas, a Agência Federal de Veículos a Motor, a KBA, anunciou esta quarta-feira ter detetado, em vários fabricantes, valores de emissões de gases com efeito de estufa acima do permitido.

"Com base nos dados brutos, comprovou-se até agora, em parte, altos níveis de NOx [óxido de azoto] em diferentes condições de condução e de ambiente", afirma a KBA em comunicado

Casa roubada, trancas à porta, a KBA resolveu alargar a investigação após o escândalo Volkswagen. O organismo alemão responsável por esta fiscalização não adianta quais são as marcas ou modelos que não cumprem as regras.

Antes da informação ser veiculada para a comunicação social, as autoridades alemãs estão em conversações com fabricantes de carros afetados, sem prejuízo das "consequências legais" que decorram dessa alegada fraude.

O The Guardian adianta, no entanto, que as suspeitas atingem mais de 50 modelos de carros a gasóleo de marcas como BMW, Mercedes, Ford, Volvo, Nissan, jaguar e Rover. Ao todo, estão a ser investigadas 23 marcas de automóveis, alemãs e estrangeiras, como o próprio ministro alemão dos Transportes alemão, Alexander Dobrindt, admitiu numa entrevista.

Segundo o The Guardian, a KBA está a investigar os seguintes modelos:

BMW Serie 3 e Serie 5;
Mercedes C-Class, CLS, Sprinter, V-Class e Daimler Smart Fortwo;
Alfa Romeo Guilietta, Panda, Ducato e Jeep Cherokee, do grupo Fiat;
Ford Focus e C-Max;
Volvo V60;
Opel Astra, Insignia e Zafira;
Chevrolet Cruze, do grupo GM;
Honda HR-V;
Hyundai iX35 e i20;
Land Rover Evoque;
Mazda 6;
Mitsubishi ASX;
Nissan Navara;
Peugeot 308;
Renault Dacia e Kadjar;
Toyota Auris;
Volkwagen Golf, Beetle, Passat, Touran, Touareg, Golf Sportsvan, Polo, Crafter e Amarok;
Audi A6 e A3;
Porsche Macan.