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Vinhos: exportações crescem 20 por cento

Nos últimos 10 anos, em volume, o crescimento atingiu os 30%

Por: Redacção    |   2012-05-03 18:06

Portugal «aumentou em 20 por cento o valor das exportações de vinhos» em dez anos, realçou esta tarde, em Braga, o secretário de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional, Almeida Henriques.

Após recordar que as exportações de vinho português em 2011 renderam 675 milhões de euros, o governante realçou que esse aumento de valor foi suportado, quase exclusivamente, por um «incremento do respetivo volume de exportações, em quase trinta por cento».

Almeida Henriques falava no encerramento do seminário «Os Mercados Estratégicos para os Vinhos Portugueses», que reuniu naquela cidade especialistas de seis mercados estratégicos para o setor - Brasil, Rússia, China, Canadá, EUA e Polónia.

No seminário, foram abordados temas como o perfil do consumidor, a imagem dos vinhos portugueses, a sua promoção, a relação do vinho com a comunicação social e com as redes sociais e as oportunidades de distribuição nos mercados externos.

Almeida Henriques destacou que vinho verde obteve um desempenho «ainda mais expressivo» no mesmo período, pois conseguiu «a duplicação do volume de exportações».

O governante afirmou haver nestes dados «sinais da qualidade dos nossos vinhos e da visão de, pelo menos, parte dos nossos produtores e agentes».

«Vendemos mais (como a generalidade dos grandes países produtores do velho ou do novo mundo), mas muito mais quantidade do que valor» observou.

A este respeito, o secretário de Estado salientou que «a remuneração média por litro de vinho vendido está em queda» caiu nos últimos três anos, situando-se nos 2,27 euros, contra os 2,71 euros registados em 2000.

Por isso, «vender mais é apenas uma parte da solução. É preciso vender melhor. Ou seja, vender com valor acrescentado».

«Os mercados e, sobretudo, os mercados mais exigentes e mais emergentes, onde os nossos vinhos devem apostar, estão disponíveis para remunerar vinhos de qualidade», salientou Almeida Henriques.

Nesse sentido, defendeu que é preciso «ser mais inovador e diferenciado no produto, ser flexível e inteligente na oferta face às exigências e tendências do mercado e ter mais marca».

«A dimensão simbólica e comunicacional dos vinhos tem de ser valorizada».

Após lembrar que «a política de promoção externa prosseguida pela ViniPortugal» aposta em alguns aspetos cruciais como a marca, a identidade e a dimensão, Almeida Henriques frisou também a importância da «promoção das regiões e ação coletiva das nossas empresas», tanto para crescer como para conquistar mercados.

«Entrar em mercados como Brasil, Rússia, China, ou mesmo Angola e Moçambique, reclama uma estratégia económica. Estratégia de dimensão crítica, por via de uma lógica em rede de colocação, distribuição e promoção».

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