O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social defende que a recuperação dos três dias de férias não deve ser garantida pelo Governo,

Em entrevista ao Negócios, Vieira da Silva coloca a hipótese de tratar o tema em sede de Concertação Social.

Até 2012, além dos 22 dias de férias, os trabalhadores assíduos ganhavam mais três dias de descanso.

Para Vieira da Silva, a reposição não deve ser feita por lei pelo Executivo mas deve ficar dependente da contratação coletiva.

Uma posição semelhante à que o ministro da tutela defende no caso da mobilidade de alguns feriados para junto dos fins de semana.

Taxa Social única diferenciada já em 2017?

Na mesma entrevista, publicada hoje no Negócios, Vieira da Silva admite a discussão política sobre a aplicação diferenciada da Taxa Social Única em função do tipo de contrato.

No entanto, a acontecer, a medida nunca será colocada em prática antes de 2018, acrescenta o ministro.

O Orçamento do Estado para 2017 terá, segundo o responsável pelo Trabalho, Solidariedade e Segurança Social uma forte componente de estabilização e consolidação das alterações já introduzidas pelo Governo, pelo que a aplicação diferenciada da TSU deve ficar, para já, na gaveta.

No entanto, Vieira da Silva acrescenta que fica em aberto a exceção da redução da taxa para os trabalhadores com salários até 600 euros. Essa baixa que por isso poderá avançar já no próximo ano.