Notícia atualizada às 17:15

A greve de amanhã no Metro de Lisboa foi suspensa, apurou a TVI.

A Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) suspendeu a paralisação e substituiu-a por «um dia de luto», mas não retirou o pré-aviso de greve.

«Os trabalhadores decidiram suspender a luta de amanhã (terça-feira), transformando-a num dia de luto e remeter para a reunião do setor dos transportes, no dia 16, a nossa proposta de intensificar a luta pela via da greve», disse Anabela Carvalheira à Lusa.

No entanto, a sindicalista disse que não foi retirado o pré-aviso de greve, pelo que «quem quiser fazer greve, pode fazer».

Quem for trabalhar, deve «usar um símbolo negro durante o dia de trabalho».

Esta decisão surge na sequência de o Tribunal Arbitral do Conselho Económico e Social (CES) ter decretado serviços mínimos para a greve marcada para terça-feira e que, segundo o sindicato, obrigam muitos trabalhadores a prestarem serviço.

Segundo Anabela Carvalheira, está a impedir-se que «muitos trabalhadores exerçam o direito à greve».

«A jurisprudência sempre considerou que serviços mínimos põem em causa a segurança dos trabalhadores e dos passageiros e tiram o direito à greve. O Conselho foi contrário a esta jurisprudência», lamentou hoje de manhã a sindicalista, numa conferência de imprensa.

Os trabalhadores do Metro contestam os «cortes brutais dos salários, os aumentos brutais dos impostos, a degradação das condições de trabalho e das estações e a concessão da empresa a privados».