Notícia atualizada

O Governo vai anunciar uma saída limpa do Programa de Ajustamento, mas tem um programa cautelar disponível, caso seja necessário. O semanário «Expresso» teve acesso a um alegado documento informal que revela que a opção do Governo foi tomada tendo em conta que alguns países, como a Alemanha, são contra conceder uma linha cautelar a Portugal.

Trata-se de uma espécie de plano B, caso haja algum imprevisto: existindo uma saída limpa, em caso de necessidade futura, o programa cautelar continuará disponível».

«Há um fator de incerteza no programa cautelar: não há precedentes. Nunca poderia ser negociado sem um debate político prévio com os restantes países do euro. Adivinha-se alguma hesitação por parte de países como Alemanha, Finlândia e Holanda no apoio a uma linha cautelar a Portugal», dirá ainda o referido documento.

O «Expresso» teve acesso à página com as linhas mestras sobre o futuro do país. Com título «Desvantagens de um programa cautelar», é um conjunto de argumentos que pretende acalmar as personalidades que defendem que Portugal receba apoio para fazer frente às imprevisíveis reações dos mercados.

«Se uma linha de apoio cautelar fosse usada, automaticamente, estaríamos a firmar um novo compromisso com um novo programa (¿). Embora com vigência entre seis meses a dois anos», diz ainda.

Este sábado, de visita à Ovibeja, Paulo Portas recusou comentar a notícia avançada pelo «Expresso»: «a minha opinião sobre essa matéria será dada amanhã, em Conselho de Ministros».

A decisão do Governo vai ser oficialmente anunciada ao país no domingo, pela voz do primeiro-ministro. Um comunicado à hora de jantar, depois de um Conselho de Ministros extraordinário.