Os sindicatos STE e FESAP não ficaram surpreendidos com a fraca adesão às rescisões na Função Pública propostas pelo Estado.

Helena Rodrigues, do STE, afirma: «Não nos surpreende face àquilo que era oferecido aos trabalhadores para deixarem o seu posto de trabalho, para deixarem de receber a remuneração que no fundo lhes faz falta, não me surpreende nada».

«Com o mercado de trabalho na situação em que está, sem criação de postos de trabalho, não é possível» que um trabalhador com 50 anos e faltando-lhe 16 ou 17 para a reforma, que veja a proposta do Executivo como excelente.

«Se o governo quiser naquilo que são as rescisões amigáveis oferecer qualquer coisa que desequilibre de facto os trabalhadores aí a adesão pode ser maior», remata.

Nobre dos Santos, pela FESAP, depreende das reações que colhe que quem o faz é para emigrar. «Vou meter [os papéis da rescisão] porque me vou embora para a Suíça ou para outro lado qualquer e este dinheiro é para as viagens e para a instalação», é o que lhe dizem.

Até agora só 1.750 funcionários públicos pediram para sair do Estado e o programa de rescisões acaba no final deste mês.

O objetivo inicial do Governo era rescindir com pelo menos cinco mil funcionários.

Em entrevista ao «Público», o secretário de Estado, Hélder Rosalino, diz que até ao final do ano ainda haverá outros programas a decorrer.