Notícia atualizada

Vítor Augusto Brinquete Bento, conhecido como Vítor Bento, nasceu em Estremoz em 1954. Casado, pai de uma filha, tem um percurso académico pouco comum. É que, já formado em Economia pelo Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), ao CV junta também o facto de ser mestre em Filosofia, grau académico que obteve em 2003, na Universidade Católica Portuguesa.

Proposto no sábado como presidente executivo do Banco Espírito Santo (BES), o economista de 60 anos é membro do Conselho de Estado e foi presidente do Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP).

Vítor Bento era, atualmente, presidente da SIBS (a entidade gestora da rede de pagamentos eletrónicos), um cargo que ocupou nos últimos 14 anos.

Antes, o economista presidiu ao conselho diretivo do IGCP, foi diretor-geral do Tesouro, diretor do Departamento de Estrangeiro do Banco de Portugal e vogal no Instituto Emissor de Macau.

De acordo com a Lusa, Vítor Bento liderou ainda a Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (SEDES) entre maio de 2006 e abril de 2008 e foi distinguido, em 2005, como Grande-Oficial do Infante D. Henrique.

Vítor Bento é autor de cinco livros, todos relacionados com matérias económicas, entre eles «Euro Forte, Euro Fraco. Duas culturas, uma moeda, um convívio (im)possível?», de 2013, e «Perceber a Crise para Encontrar o Caminho», de 2009.

Há três anos, foi noticiado o convite a Vítor Bento para ser ministro das Finanças no Governo de coligação PSD/CDS-PP, liderado por Pedro Passos Coelho, cargo que viria a ser ocupado por Vítor Gaspar.

Vítor Bento é membro do Conselho de Estado, órgão de consulta do Presidente da República, Cavaco Silva, mas já anunciou que vai renunciar ao cargo.

A decisão foi comunicada pelo próprio economista ao Presidente da República na passada quinta-feira, disse Vítor Bento ao jornal «Diário de Notícias».

Apesar de entender que não existe uma incompatibilidade entre os cargos, o futuro líder do BES assume que o tema seria motivo de especulações, o que deseja evitar.