O primeiro-ministro português defendeu esta quarta-feira a revisão do acordo comercial entre a União Europeia e o México, considerando que isso abrirá oportunidades também para Portugal.

«O México é o país da América Latina e do continente americano que tem um acordo comercial mais antigo com a União Europeia. Só agora estamos a desenvolver esforços para obter um acordo de nova geração com os países da América do Sul que estão reunidos no Mercosul e com os Estados Unidos da América», referiu Pedro Passos Coelho, numa declaração no Palácio Nacional, sede do executivo mexicano, na Cidade do México, onde se encontra em visita oficial.

«Era muito importante que tivéssemos, nesse contexto, a possibilidade também de ver o México rever o seu acordo com a União Europeia de forma a atualizar esse acordo comercial», considerou o primeiro-ministro português.

Passos Coelho tinha ao seu lado o Presidente dos Estados Unidos Mexicanos, Enrique Peña Nieto. Os dois estiveram hoje reunidos e participaram depois num encontro alargado a outros membros dos respetivos governos.

O chefe do executivo PSD/CDS-PP mencionou que, em dez anos, «o comércio entre o México e a União Europeia praticamente duplicou». «Ora, vejam as oportunidades que se abrem também aqui para Portugal se conseguirmos que exista entre o México e a União Europeia uma amplificação das oportunidades com a revisão do acordo entre a União Europeia e o México», acrescentou.

Na sua declaração, Enrique Peña Nieto relatou que, na reunião com o primeiro-ministro português, este convidou investidores mexicanos a «conhecer as oportunidades de investimento» em Portugal relacionadas com a privatização de várias empresas públicas portuguesas.

Ambos os chefes de Governo expressaram a intenção de aprofundar as relações económicas e políticas bilaterais.

Segundo Passos Coelho, os dois países têm «belíssimas condições para aproximar significativamente as suas trocas comerciais», apesar de o México ser já «o segundo grande parceiro comercial de Portugal na América Latina» e «o quarto parceiro comercial de Portugal fora da União Europeia».

Estava previsto que Passos Coelho e Peña Nieto respondessem a questões dos jornalistas depois das respetivas declarações, mas isso não se verificou, segundo o gabinete do primeiro-ministro português, por decisão do Governo mexicano devido ao atraso do programa.