O Presidente da Confederação Empresarial de Portugal considera que PSD, CDS e PS estão apenas interessados em «contar espingardas» com olhos nas eleições do próximo ano. Em entrevista à «TSF» e ao «Diário de Notícias» António Saraiva lembra, no entanto, que os partidos do chamado arco da governação sabem que vão ter de se entender quanto às reformas necessárias ao país.

Quanto à discussão sobre se o melhor para Portugal é uma saída limpa ou um programa cautelar no pós-troika, António Saraiva prefere a segunda hipótese.

Nesta entrevista, o Presidente da Confederação Empresarial de Portugal pede ainda algumas mudanças à lei do trabalho, mas garante que estas não são indispensáveis para subir o salário mínimo.

Quanto ao Manifesto dos 70, António Saraiva admite que hoje não teria juntado o seu nome ao daqueles que assinaram o documento. Não devido ao conteúdo, mas devido «às ações subsequente» que «transformaram o manifesto numa petição à Assembleia da República» e sobre as quais nunca foi consultado.