O ministro dos Negócios Estrangeiros comprou ações da SLN, dona do BPN, a metade do preço (1 €), enquanto a Fundação Luso-Americana, na altura presidida por Machete, pagou 2,2 € por cada título.

«Esta situação fragiliza Rui Machete», comenta Seguro

Machete foi presidente da fundação, que também participou no mesmo aumento de capital da Sociedade Lusa de Negócios, realizado entre 2000 e 2001, mas adquirindo títulos mais caros.

O jornal «Expresso» revela, na sua edição deste sábado, que o investimento da FLAD ascendeu quase a 5 milhões de euros, com cada papel a valer 2,2 €, enquanto, na mesma época, Machete pagou «preço de amigo».

Ao semanário, o titular da pasta dos Negócios Estrangeiros não explicou porque conseguiu ações a um preço bem mais baixo, garantindo que não tem «conhecimento de qualquer situação de favor».

Machete vendeu as suas ações alguns anos mais tarde, alcançando uma mais-valia de 150 por cento, cerca de 38 mil euros. Já a FLAD conseguiu um lucro de 643 mil euros, num investimento em tudo semelhante ao de Cavaco Silva, que no aumento de capital do grupo Oliveira Costa arrecadou uma mais-valia de 350 mil euros.