O ministro da Economia, António Pires de Lima, disse esta segunda-feira, num pequeno-almoço com jornalistas em Londres, que o Governo quer começar a negociar um programa cautelar no início de 2014 e que o país não precisará de um segundo resgate.

«Não acredito mesmo que vamos precisar de um segundo programa [de resgate]», disse Pires de Lima, citado pela Reuters.

Num encontro em que reiterou que Portugal está a sair da recessão e que o Governo está empenhado em respeitar as metas de défice acordadas com a troika, o ministro admitiu que um programa cautelar é o que o Executivo deseja conseguir. «O nosso objetivo é, claro está, começar a negociar um programa cautelar nos primeiros meses de 2014», disse.

Questionado sobre um programa de troca de dívida até ao final do ano, o ministro negou: «Não. Estamos totalmente empenhados em cumprir o programa de resgate que termina em junho de 2014». E sobre a possibilidade de seguir o exemplo da Irlanda, num programa cautelar, o ministro considerou ser «um bom exemplo».

Recorde-se que o programa de assistência económica e financeira (PAEF) em curso termina em junho do ano que vem. Para facilitar o regresso aos mercados de dívida, Portugal deverá necessitar de um programa cautelar.

Antes de Portugal, em dezembro, será a vez de a Irlanda terminar o seu programa de assistência. Entretanto, a 15 de novembro, o Eurogrupo vai reunir-se e nesse encontro deverá ser decidido um programa cautelar para aquele país. As condições desse programa poderão ser indicativas do que espera Portugal no ano que vem.

No mesmo encontro, Pires de Lima disse ainda aos jornalistas que não há um «plano B» para o caso de o Tribunal Constitucional chumbar a convergencia das pensões.

Enquanto estiver em Londres, o ministro quer conhecer exemplo britânico de privatização dos correios.