O representante do FMI em Portugal afirmou esta segunda-feira que o Documento de Estratégia Orçamental (DEO) «é uma boa base» para a consolidação orçamental necessária, defendendo que, sem essa disciplina, a situação do país vai «voltar ao que era».

Albert Jaeger, representante efetivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Portugal, disse que «era impossível resolver em três anos os problemas orçamentais que existem há muito, muito tempo».

O responsável do Fundo considerou que «muito do ajustamento já foi feito» mas alertou que «o processo de consolidação orçamental tem de continuar nos próximos anos», defendendo que «o DEO é uma boa base para fazer isso».

No entanto, Albert Jaeger entende que «a questão é saber se a disciplina orçamental vai permanecer nos próximos anos ou não», considerando que, sem esta disciplina, há o risco de o país «voltar ao que era».

O representante do FMI em Portugal referiu-se também a «duas caricaturas» que costumam ser apresentadas: a da «missão cumprida» e a da «missão falhada» e concluiu que «ambas estão erradas».

Albert Jaeger falava na conferência 'Estratégias Orçamentais 2014-2018', organizada pelo Instituto de Políticas Públicas, no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), em Lisboa.