O Fundo Monetário Internacional completou esta quarta-feira a 10ª avaliação à performance de Portugal relativa ao programa de assistência financeira da troika.

FMI pede «maior flexibilização no mercado de trabalho»



Em comunicado, a instituição adianta que estarão disponíveis imediatamente os 910 milhões de euros da próxima tranche de ajuda.

Na próxima semana será a vez do Eurogrupo aprovar a avaliação.

A 11ª e penúltima avaliação do programa de assistência financeira a Portugal começa a 20 de fevereiro e deverá estar concluída em maio.

Numa nota enviada às redações, a organização liderada por Christine Lagarde qualificou como «louvável» a forma como o Governo português tem implementado o programa de ajustamento, «apesar dos contratempos legais», numa referência aos chumbos do Tribunal Constitucional de algumas medidas propostas pelo executivo de Lisboa.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) insistiu que Portugal tem de ir mais longe na flexibilização do mercado de trabalho, pedindo a Lisboa para «resistir» às pressões para aumentar a despesa pública.

«As reformas estruturais são fundamentais para aumentar o potencial de crescimento da economia portuguesa. É ainda necessário um maior aumento da competitividade do mercado de produto e uma maior flexibilização no mercado de trabalho», considerou Nemat Shafik, vice-diretora do FMI, num comunicado da organização internacional, que anunciou esta quarta-feira a conclusão da aprovação da 10ª avaliação ao programa de ajustamento de Portugal e o desembolso de uma tranche de 910 milhões de euros.

A representante do FMI acrescentou que um «aumento do investimento, em especial no setor transacionável, é necessário para gerar mais emprego e gerar os excedentes externos necessários para anular os desequilíbrios».