Depois dos números sobre os suplementos remuneratórios na função pública, soube-se este domingo que as empresas públicas gastam 368 milhões de euros por ano também em suplementos salariais.

É o resultado de um levantamento aos gastos, que representa 13,4% da despesa total com pessoal e é mais de metade dos 700 milhões que o Estado gasta em suplementos em toda a função pública.

Isto significa que as empresas públicas gastam em suplementos remuneratórios mais ou menos o valor que o Governo precisa de conseguir para compensar o chumbo do Tribunal Constitucional à convergência das pensões.

Os suplementos associados ao horário de trabalho são os que absorvem a maior fatia, mas o subsídio de função e as deslocações são outras das categorias que assumem relevância.

Na análise aos gastos em suplementos por setor, os transportes aéreos surgem em primeiro lugar, seguidos da saúde, transportes, serviços financeiros e, por último, seguros.

No setor empresarial do Estado, além da remuneração base, a rubrica suplementos é a que assume maior peso e as sociedades anónimas tendem a seguir políticas remuneratórias mais generosas do que as entidades públicas empresariais.