A Comissão Europeia apontou hoje, no âmbito do «mecanismo de alerta de desequilíbrios macroeconómicos», 16 Estados-membros cuja situação merece «análise aprofundada», entre os quais, pela primeira vez, a Alemanha, estando previstas para a primavera eventuais recomendações a este países.

O executivo comunitário lançou esta quarta-feira o seu terceiro ciclo anual do procedimento relativo aos desequilíbrios macroeconómicos, exercício do qual Portugal está, para já excluído, devido à sua situação ser acompanhada pormenorizadamente por estar sob um programa de assistência económica e financeira.

No relatório apresentado hoje em Bruxelas, a Comissão Europeia defende que se proceda a análises aprofundadas da evolução da situação relativa à acumulação e correção dos desequilíbrios em 16 Estados-membros da União Europeia, sendo que a Alemanha, o Luxemburgo e a Croácia são apontados pela primeira vez.

Espanha, França, Itália, Países Baixos, Dinamarca, Malta, Finlândia, Suécia, Bélgica, Bulgária, Reino Unido, Hungria e Eslovénia são os outros países visados por Bruxelas.

O relatório do mecanismo de alerta de desequilíbrios macroeconómicos vai ser discutido pelos ministros das Finanças e os líderes da União Europeia no encontro marcado para dezembro, onde deverão ser identificadas as principais áreas em que deve ser reforçada a coordenação de políticas económicas e eventuais reformas.

A Comissão Europeia irá preparar relatórios aprofundados para os 16 países que foram alvo de procedimento, que serão publicados na primavera de 2014.

Em relação à Alemanha e ao Luxemburgo, o documento diz ser necessário um melhor escrutínio da posição externa dos dois países e dos seus desenvolvimentos internos para aferir se sofrem de desequilíbrios macroeconómicos.

Já em relação à Croácia, que aderiu recentemente à União Europeia e é visada pela primeira vez, a Comissão Europeia quer perceber «a natureza e os riscos potenciais relacionados com a sua posição externa, desempenho comercial e competitividade, assim como o seu desenvolvimento interno».

No relatório, Bruxelas refere que os riscos maiores estão normalmente associados aos défices e não a superavits, mas que elevadas taxas de crescimento económico podem constituir um desequilíbrio, especialmente quando atingem determinado patamar.