O Governo contava poupar quase 400 milhões de euros em 2014 com este corte nas pensões que o Tribunal Constitucional chumbou, mas agora terá de compensar as poupanças com alternativas que terão de ser encontradas até fevereiro, antes do fecho da décima avaliação da troika.

Apesar de o ter negado à exaustão, o executivo liderado por Passos Coelho terá mesmo de encontrar um plano B.

A subida de impostos pode ser um dos caminhos possíveis, já denunciado por recentes declarações do primeiro-ministro. Mais provável, num cenário de agravamento de impostos, é a subida do IVA.

Relativamente a esta última, há três hipóteses: subir a taxa máxima de 23 para 24%, o que pode render cerca de 400 milhões de euros; pôr fim à taxa intermédia de 16%; ou mudar o cabaz de produtos taxados com IVA de 6%.