O Governo já está a testar o novo modelo de portagens nas antigas SCUT, que vai acabar com os percursos em autoestrada que ainda são gratuitos.

Desaparecem os pórticos instalados ao longo das autoestradas, para serem instalados outros em todas as entradas e saídas.

Como consequência, vão ser extintos os percursos em autoestrada que ainda hoje são gratuitos. Os automobilistas vão pagar consoante os quilómetros percorridos e serão informados do custo da sua viagem à saída da autoestrada.

A TVI verificou os testes no nó da A23 em Torres Novas.

A tecnologia em estudo é uma invenção portuguesa, da responsabilidade da Brisa e da empresa pública Estradas de Portugal. Duas câmaras fotografam cada veículo de frente e nas traseiras. A meio, um leitor de laser calcula a altura e por conseguinte a classe e a tarifa correspondente.

Fica mais barato fotografar os veículos a baixa velocidade e na faixa única das entradas e saídas, do que a 100 ou mais de 200 quilómetros à hora, a toda a largura das autoestradas, muitas vezes com seis faixas de rodagem.

Fonte ligada aos testes em curso refere à TVI que este sistema custa, à partida, um décimo dos antigos pórticos, que exigiam várias câmaras de repetição.

O objetivo é baixar também os custos de manutenção. A empresa pública de estradas calcula que na A24, por exemplo, a cobrança de portagens custa 41 por cento das receitas. Por cada cinco euros de portagem, só três entram nos seus cofres, porque dois são para pagar o sistema.

O Governo, segundo informações recolhidas pela TVI, deverá abandonar o projeto de tornar obrigatória a Via Verde, que chegou a ser anunciado à troika. De qualquer forma, mantém o objetivo de acabar com o pagamento diferido de portagens através dos CTT. Os automobilistas deverão ser obrigados a pagar as portagens previamente, como hoje acontece com o carregamento de telemóveis.

O sistema de fotografia de matrículas que está a ser estudado é sempre indispensável no combate à fraude. As novas portagens chegaram a estar previstas para março, mas serão implementadas progressivamente, nos próximos anos, a começar pelas novas autoestradas. Em qualquer caso, nunca antes das eleições autárquicas.